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Peer Instruction – Uma Metodologia Ativa para o Processo de Ensino e Aprendizagem

  O método Peer Instruction (Instrução aos Pares, numa tradução literal) foi elaborado pelo professor Eric Mazur da universidade de Harvard e tem alcançado grande sucesso nas universidades norte-americanas, aqui no Brasil já existem alguns grupos trabalhando com este método, por exemplo na UFRGS com o Dr. Ives Solano Araujo, na UFV com o Dr. Alvaro Magalhães Neves e outros.
Com o Peer Instruction busca-se tirar o foco do momento da aprendizagem da “transferência de informação”, fazendo com que o aluno busque informações primárias direto da fonte (leitura) e depois no encontro presencial em aula discuta com seus colegas. _________________________________________________________________________________________
Texto extraído do Mazur Group – Harvard:
Um problema com o ensinamento convencional encontra-se na apresentação do material. Freqüentemente, ela vem direto de livros didáticos e / ou notas de aula, dando aos alunos pouco incentivo para freqüentar as aulas. A apresentação tradicional  é quase sempre entregue como um monólogo em frente a uma audiência passiva do problema. Somente professores excepcionais são capazes de prender a atenção dos alunos por um período letivo inteiro. É ainda mais difícil proporcionar a oportunidade para os estudantes de pensar criticamente através dos argumentos que estão sendo desenvolvidos. Consequentemente, palestras simplesmente reforçam os sentimentos dos alunos que o  passo mais importante para dominar o material é memorizar um zoológico de exemplos aparentemente não relacionados.
A fim de resolver esses equívocos sobre a aprendizagem, desenvolvemos um método, Peer Instruction, que envolve os alunos em sua aprendizagem durante a aula e foca sua atenção nos conceitos subjacentes. As “palestras” são intercaladas com questões conceituais, chamados ConcepTests , destinadas a expor as dificuldades comuns na compreensão do material [a boa questão deve promover a dúvida no estudante, a fim de propiciar a posterior discussão entre os estudantes]. Os alunos recebem um ou dois minutos para pensar sobre a questão e formular suas próprias respostas, pois eles, em seguida, irão passar de dois a três minutos a discutir suas respostas em grupos de 3 ou 4 alunos, tentando chegar a um consenso sobre a resposta correta. Este processo obriga os alunos a pensar por meio dos argumentos a serem desenvolvidos, e permite a eles (assim como ao instrutor) avaliar a sua compreensão dos conceitos antes mesmo de deixar a sala de aula.
Assim, percebemos que os ingredientes do método são:
  • estudo prévio (ou seja, incentivar o aluno a aprender com fontes primárias)
  • feedback constante aluno-professor
  • interação constante
  • o aluno tem que fazer

O Aluno precisa ter estudado algum conteúdo proposto antes de vir para a aula. Na aula o professor faz uma rápida exposição do tema (já estudado em casa), com duração de 7 a 10 minutos e aplica as questões (Concept Test). Estas podem ser
feitas com o uso de Clickers (imagem ao lado) para coletar as respostas, ou formularios como os do Google Docs ou Lime Survey, ou até mesmo cartões com as respostas – Flash Cards. O importante é que no primeiro momento os colegas não saibam as respostas uns dos outros para não serem mutuamente influenciados.
A partir do nível de acertos e erros dos alunos, a aula tomaria então diferentes rumos:
  • abaixo de 30% de acertos: o professor repete a exposição, obviamente com algumas diferenças
  • entre 30% e 70% de acertos: formam-se grupos de alunos que discutem os temas expostos
  • acima de 70% de acertos: o professor dá uma breve explicação sobre o tema e passa para outro
Uma das explicações possíveis para os resultados positivos seria o ambiente colaborativo criado quando os alunos estudam em grupo, discutem diversos temas e assumem inclusive funções de professores. Além disso, depois de responder uma questão (e errar), o aluno estaria mais aberto para ouvir tanto o professor quanto seus colegas. O desafio e o propósito do Peer Instruction, portanto, seria mobilizar o aluno a estudar.
LEIA A ENTREVISTA DE ERIC MAZUR À GAZETA DA FÍSICA (Portugal) -> entrevista Eric Mazur – Peer Instruction
VIDEO PROFESSOR ERIC MAZUR (ative às transcrições do Video no YouTube no botão “CC”, e depois ative também a tradução)

Fontes e Links:

Qual o perfil ideal de um juiz?

 Qual seria o perfil ideal de um juiz? Talvez essa seja uma pergunta sem resposta, pois se colocássemos na ponta do lápis as qualidades que alguém necessitaria possuir para ser um juiz ideal, esse seria um perfil quase inalcançável de tão amplo e, ao mesmo tempo, criterioso.
 Quais seriam os critérios abordados? Quais os pontos principais, e também os secundários, para se tornar o bom magistrado?Neste post, falaremos sobre alguns desses critérios que podem variar entre os mais polêmicos, até os mais simples, desde o concurso para assumir o cargo, até o dia a dia do seu exercício. Confira!

Participar das 06 etapas do concurso público

Para se tornar juiz você deverá passar por seis fases do concurso:
  • Prova de conhecimentos gerais;
  • Prova de conhecimentos específicos;
  • Prova prática;
  • Prova oral;
  • Prova de títulos;
  • E a investigação da vida pregressa.
Nas provas de conhecimentos gerais, específicos e prática, o candidato precisa demonstrar um vasto conhecimento técnico de Direito, domínio sobre a língua portuguesa e boa redação. Na prova oral, o que ficará em evidência é o poder argumentativo e de convencimento, além postura e controle emocional.
Por fim, são pontuados os títulos obt
idos como critério classificatório e é feita a investigação de vida pregressa, com objetivo de assegurar que o candidato não possui nenhum histórico em sua trajetória que o comprometa no exercício da função.
É claro que passar por todas essas etapas não é tarefa das mais fáceis. E nem deveria ser: a magistratura é um ofício que exerce pressão constante sobre o profissional e que exige dele um alto grau de responsabilidade e preparo. Por isso, é necessário estar disposto a despender muito tempo com a preparação.
O ideal é que o candidato comece a se preparar o quanto antes, direcionando o foco dos estudos para o seu objetivo de se tornar um juiz. Dessa forma, haverá bastante tempo — alguns anos — e oportunidades suficientes para encarar a prova.

Ter exercido atividade jurídica por três anos

Depois de concluído o curso de Direito, é obrigatória a atividade jurídica pelo prazo mínimo de três anos. Essa etapa é regulamentada pela Resolução 75/09 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Fora das ocupações listadas na resolução, nenhuma outra é considerada válida para ocupar o cargo.

Servir à sociedade

O exercício da magistratura está intimamente vinculado ao desenvolvimento de uma sociedade em todos os campos; do econômico ao cultural. Para tanto, é necessário que o juiz tenha sempre em mente o seu dever cívico que, por força da profissão, acaba sendo maior do que o de um cidadão comum.
É a partir de decisões judiciais, ou seja, do correto exame da legislação e do caso concreto parra sua aplicação, que depende todo o funcionamento de um país. Parece até exagero, mas não é.
De forma geral, as pessoas costumam idealizar a figura do juiz como uma pessoa com hábitos formais e extremamente ética. Contudo, a profissão exige apenas uma coisa: capacidade para interpretar e aplicar os textos legais à sociedade.
O Direito jamais foi uma ciência exata, onde se pega a letra da lei — simples e friamente — e a aplica ao caso concreto.
É nessa hora que brilha a figura do juiz, aparecendo para uma correta interpretação do Direito e sua devida aplicação a cada caso, conforme todas as particularidades que ele possuir.

Ter bagagem cultural

Possuir conhecimento profundo das leis e, saber aplicá-lo corretamente, não é o suficiente. A sociedade é um organismo em constante mudança, que exige que os magistrados estejam conectados a ela de forma abrangente.
O juiz Paulo de Tarso Tamburini chegou a afirmar que o juiz deve possuir, além de competência técnica, conhecimento holístico para proferir suas decisões.
Segundo ele, a sociedade, com a sua dinâmica, vem introduzindo novas realidades constantemente e, assim, acaba por exigir novas habilidades dos juízes.
Compreender a grande responsabilidade que é ser um juiz
Por fim, a função desempenhada por um juiz não consiste em tarefa fácil. Mesmo que ela tenha suas compensações e gratificações financeiras, o cargo envolve uma grande responsabilidade, pois se trata do destino de outras pessoas.
O perfil de um juiz ideal pode ser algo subjetivo, mas existem árduas etapas a serem cumpridas. E elas são de suma importância, uma vez que servem de peneira para que apenas os mais preparados consigam exercer um cargo que exige tanto comprometimento, senso cívico, ética e vocação.

4 técnicas de estudo poderosas para concursos públicos

1. Estabeleça metas bem definidas
Faz bem sonhar grande e se imaginar como um juiz ou um delegado. No entanto, todo sonho começa com metas bem definidas, de curto, médio e longo prazo. Portanto, seja específico: procure os concursos que agradam você e foque neles. Eles serão suas metas definidas de longo prazo.
A curto e médio prazo, divida as matérias que serão cobradas em blocos de estudo cada vez mais detalhados. Saiba exatamente o que estudará em cada semana, dia e horário. Use um calendário ou uma agenda para ajudar nesse processo. Metas definidas também ajudam na hora de vencer a procrastinação.
2. Comece os seus estudos com o mais difícil
Para o seu cérebro, é muito mais cansativo estudar as matérias com as quais você tem menor domínio. Elas exigem maior força de vontade e concentração, elementos que estão mais disponíveis no início da sessão de estudos.
Dessa forma, comece a estudar com aquele assunto mais difícil, aquele que exige maior esforço e passe de forma paulatina para os assuntos mais fáceis.
Assim você gasta menos sua força de vontade e concentração, com a vantagem de ter mais motivação. Além disso, deixar para o final as matérias que você gosta vai servir como recompensa pelo esforço dedicado nas outras.
3. Pratique o estudo ativo
Agora chegou a vez de colocar a mão na massa: sentar e estudar. Mas qual será a melhor a maneira? Ler e reler as apostilas? Assistir várias vezes à mesma videoaula?
Uma dica valiosa: nós nos lembramos mais das informações que esforçamos mais para aprender. Justamente aquelas que nos deram mais trabalho.
A psicologia mostra que o estudo ativo, aquele que demanda maior esforço cognitivo é o mais efetivo na hora de gravar algum conhecimento.
Então, não tenha dúvidas: em vez de reler passivamente a apostila, faça mais exercícios, refaça provas antigas ou se force a lembrar de uma videoaula, anotando tudo que vem à cabeça em uma folha de papel. Essas são maneiras muito mais eficientes de fortalecer um aprendizado!
4. Espace temporalmente suas revisões
Você dividiu direitinho seus estudos em um calendário e agenda e sabe exatamente quando e o que estudará. Reservou os horários iniciais para as matérias mais complicadas e as finais para as mais fáceis. Inclusive já começou a estudar, praticando ao máximo o estudo ativo. Perfeito!
Agora, vai uma dica final para turbinar as suas revisões: dê um tempo na revisão de um assunto que já estudou. Deixe-o um pouco de lado.
Se você estudou uma matéria em uma segunda, por exemplo, planeje uma revisão para quarta. A próxima, para depois de uma semana, na outra quarta. E a próxima para só depois de um mês.
Intercalar suas revisões ao longo do tempo, dando intervalos cada vez maiores é a forma mais efetiva de retomar algum assunto.

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5 dicas infalíveis para parar de procrastinar!

  A procrastinação é a arte de adiar seus afazeres indefinidamente, colocando empecilhos para realizá-los. Parar de procrastinar é, portanto, uma condição fundamental para aumentar a produtividade nos estudos e, assim, ter mais rendimento.
Para os estudantes, essa conduta gera perda de tempo, menor aproveitamento das disciplinas e consequentemente menor disposição para estudar.
Felizmente, é possível reverter esse quadro utilizando-se de algumas estratégias para eliminar o problema. Acompanhe esse texto e comece agora mesmo implantando as 5 dicas infalíveis para parar de procrastinar!

1. Organize sua rotina de estudos
Muitas vezes o estudante elabora uma programação de estudos não condizente com o tempo disponível para executá-la. Ele planeja, por exemplo, estudar durante 5 horas ininterruptas uma mesma matéria e, após um período, não consegue assimilar o conteúdo com qualidade.
Isso acontece porque o cérebro fica “sobrecarregado”, incapacitando a pessoa de compreender a disciplina com clareza. Nesse momento, surge a procrastinação, em que o indivíduo justifica a falta de concentração ao número de horas estudadas e então desiste de estudar.
Contudo, organizar uma rotina com horários de descanso, intercalar disciplinas fáceis e difíceis e seguir adequadamente essa proposta são passos fundamentais para a tão sonhada aprovação.
2. Selecione o ambiente de estudo
Não basta ter apenas cadeira, mesa e apostilas de cursinho. O ambiente de estudo também é um fator fundamental para parar de procrastinar.
Ao organizar o local de estudos na mesa da cozinha ou da sala, é bem provável que fatores externos, como a geladeira e a televisão ou alguém realizando alguma tarefa serão mais atraentes que os cadernos e livros. O quarto também pode ser uma distração se você tiver a oportunidade de olhar sempre pela janela.
Também é importante retirar ou desligar todos os aparelhos tecnológicos, inclusive telefones celulares, para que você resista à vontade de utilizá-los. Converse com sua família sobre esse momento de privacidade e oriente que somente em caso de emergência deverá ser consultado.
3. Utilize aplicativos para gerenciar o tempo
Alguns aplicativos disponíveis para download poderão facilitar o gerenciamento dessas atividades. Você deverá alimentar os dados considerando o horário para levantar, tomar café e demais atividades rotineiras.
Caso não tenha pacote de dados suficiente para executar os aplicativos ou paciência para alimentar o sistema, considere elaborar uma planilha grande e colocá-la na parede mais acessível da sua casa.
4. Faça pausas regulares
Estudar é uma atividade que gasta muita energia cerebral. Por isso, as pausas são importantes para retomar a concentração posteriormente.
Por isso, programe pausas de pelo menos 15 minutos entre as disciplinas estudadas, respire fundo e faça atividades de relaxamento. Após esse intervalo, você terá recarregado suas energias e estará pronto para reiniciar os estudos.
Mas cuidado para não estender demais o intervalo e desistir de estudar. Assistir a seriados na TV ou filmes não é recomendado.
5. Cuide de sua alimentação
A alimentação é outro fator fundamental para garantir a produtividade dos estudos e evitar a procrastinação.
Quando fazemos refeições mais “pesadas”, nosso metabolismo tende a ficar mais lento e esse é um gatilho para procrastinar. O ânimo diminui, o sono fica incontrolável e tudo será motivo para evitar os estudos.
Portanto, quando estiver próximo ao horário de estudos, coma alimentos leves para facilitar a digestão. Sanduíches naturais, sucos energéticos, barras de cereais e frutas desidratadas são ótimas pedidas.
Parar de procrastinar é uma estratégia importante para atingir a sua aprovação. Por isso, saiba organizar adequadamente seus estudos, selecione um bom ambiente e tenha bastante disciplina. Dessa forma, seu sucesso estará garantido.
E você, parou de procrastinar? Conte-nos o que fez para evitar essa situação!